Locação de caçamba brooks 5m³

HELP  RIO ENTULHO

Locação de caçamba para retirada de entulho e fornecimento de material reciclado

Coleta e reciclagem de entulhos: um investimento para a construção civil

Iniciativas, tanto de empresas privadas quanto do setor público, buscam mudar o quadro de um dos setores que mais produz resíduos sólidos no país.

 

 A construção civil é um dos setores que mais produz resíduos sólidos no Brasil. “O entulho já representava em 1995, 65% dos resíduos sólidos urbanos em massa, de acordo com um estudo da Secretária de Serviços Públicos de São José dos Campos”, aponta o engenheiro civil Antonio Eulálio, conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ). A mesma pesquisa mostra que os desperdícios da construção civil apontavam índice em torno de 20%.

 

“Esse desperdício é causado por vários fatores: insuficiência de definição em projetos; ausência de qualidade dos materiais de componentes de produção ofertados ao mercado; e ausência de procedimentos e mecanismos de controle na execução”, aponta Eulálio. “Esses três fatores podem ser superados, basta investir na qualidade”.

 

 Além do desperdício, o entulho também gera sérios impactos ambientais, tanto pela poluição que os materiais geram no meio ambiente, quanto pela extração na natureza da fonte do material, por exemplo, de areia lavada dos rios e da extração de argila.

 

"Diante desse quadro, o investimento na coleta e reciclagem desses resíduos transforma as montanhas desordenadas de resíduos de construção em pilhas de matéria prima, que servem tanto para obras prediais como para obras públicas. Logo, há dois caminhos para terminar as obras com lucro: um para a iniciativa privada e outro para o setor público”, completa Eulálio.

 

Iniciativas de coleta e reciclagem de resíduos

 

Comlurb (Rio de Janeiro – RJ): Criada em 1996 pela Prefeitura do Rio de Janeiro, a Companhia Municipal de Limpeza Pública oferece gratuitamente a Remoção de Resíduos e Bens Inservíveis para todos os bairros da cidade. Os serviços podem ser solicitados desde para a retirada de entulho produzido em pequenas obras residenciais e galhadas provenientes de podas de árvores, até de bens inservíveis - fogões, geladeiras, sofás, eletrodomésticos, entre outros.

Para a remoção de entulho de pequenas obras, o cidadão que solicita o serviço deve colocar obrigatoriamente os resíduos em sacos plásticos de até 20 litros, e são removidos no máximo 150 sacos por residência. Os pedidos, que em média, chegam a 20 mil por mês, podem ser feitos a cada 10 dias.

 

O atendimento ocorre até 10 dias após a solicitação do serviço, sempre de segunda-feira a sábado, entre 7h e 22h. Depois de coletados, todos os materiais são encaminhados para as estações de transferência da Comlurb e para o Aterro Sanitário de Gericinó, no Rio de Janeiro.

 

Tele atendimento: a solicitação do serviço pode ser agendada pelo número 1746, da Central de Atendimento da Prefeitura, que funciona 24 horas por dia.

 

Eco-X (Guarulhos – SP): De acordo com o engenheiro civil Antonio Eulálio, os serviços da usina de processamento e reciclagem Eco-X possibilitam a britagem – fragmentação – dos resíduos dentro da própria obra ou demolição: "O processo gera areia reciclada, brita reciclada, brita 4 reciclada, pedrisco reciclado e bica corrida”. Esses produtos, por sua vez, servem para produzir argamassa para alvenaria de assentamento: blocos – tijolos maciços –; tijolos de vidração –  vazados -; e solo cimento - mistura homogênea e compactada de solo, cimento e água em proporções adequadas, usada para melhoramento da resistência de solo, por exemplo, em aterros.

 

 Estação Resgate (São Paulo – SP): Em parceria com a Casa Cor, a empresa realizou o gerenciamento de resíduos de construção civil na montagem do evento de forma simples e fácil. Para isso, foi necessário fazer a separação em recipientes específicos para cada classe de materiais logo após a produção de acordo com a Resolução Nº 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Os resíduos de construção e demolição não devem ser armazenados todos juntos, pois misturados, a reciclagem não pode ser feita”, explica Gilberto Meirelles, diretor da Estação Resgate.

 

Assim foi feita a classificação dos resíduos: classe A, composta por tijolos, blocos e telhas, por exemplo; classe B por plásticos, gesso, metais, vidros, madeiras, entre outros; classe C por todo resíduo que ainda não tem tecnologia para sua reciclagem; e classe D por latas de tintas, solventes, óleos, pincéis e brochas usadas, pedaços de telhas de amianto. No caso dos resíduos da classe D e do gesso - classe B -, devem ficar em sacos e contêineres separados de outros, ou não poderão ser reciclados.

 

Após o material ser triado e armazenado, é feita a retirada para destinação final de cada um retirada por caçambeiros, a partir de parcerias feitas com a Estação Resgate. O serviço foi denominado de Gestão Operacional do Resíduo. “Trata-se de fazer acontecer o que os planos de gerenciamento de resíduos estipulam nas obras, mas na maioria das vezes não é seguido na prática”, completa Meirelles.

 

 

Por: Gilberto Meirelles

Fonte: http://redeglobo.globo.com/globoecologia

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